segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Reflexões de um corpo fora das medidas habituais

Não tenho a febre da moda.
Não passo a vida a correr atrás da última tendência, nem tenho por hábito andar à procura de novas ideias e novos estilos.


Para ser sincera, o pouco contacto que tenho com o tema é através da blogosfera, já que é tema recorrente.

E como tal não tenho por hábito andar sempre a correr das novidades nas lojas, a pensar no que comprar para  conjugar com o que tenho, a reflectir no que me faz falta.

Mas eu gosto de fazer compras. Na medida em que me é possível gostar.

A verdade é que, por vezes, me é difícil comprar nas lojas recorrentes, nas lojas habituais.
Não porque eu não queira, não porque eu não goste do que vejo, não porque não está no meu estilo. 

Simplesmente porque não serve. Porque quando gosto lá vou eu à procura do tamanho maior (e embora um pouco acima do peso, eu não sou de todo uma bola ambulante), lá vou eu experimentar e, na maioria das vezes, lá vou eu ficar decepcionada e ligeiramente em baixo porque não cabe.

Mais, custa-me constatar que, habitualmente, as lojas em que tal acontece pertencem todas ao mesmo grupo. E que até a minha irmã, que está perfeitamente dentro do peso e é simplesmente uma pessoa com curvas, por vezes, também se depara com este problema.

Acredito mesmo que há uma indústria que trabalha em prol da homogeneização das silhuetas socialmente aceites. E isso entristece-me. Porque loja nenhuma tem o direito de fazer alguém sentir-se recorrentemente mal por não encontrar o número acima. Ou abaixo.

4 comentários:

  1. A mim não me acontece mas a minha mãe por exemplo acontece! E é mesmo um problema!

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  2. Isso é verdade. Acho que a moda não devia ser só para pessoas magras mas também para pessoas mais gordinhas porque essa é uma realidade que deveria ser aceite. As pessoas mais pesadas têm pouquíssimas opções de lojas e acabam sempre por vestir algo que sirva e não algo que lhes fique bem, porque os padrões da moda escanzelada deixou-as de parte.

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