"O amor começa na família.
No gesto de amor com que somos gerados, com a dedicação com que somos educados, com o suor que custa sustentar-nos.
O amor, na sua primeira instância, é uma dedicação incondicional, um laço de sangue.
Os outros amores da vida não podem ser mais que o prolongamento do amor desejado pela família.
O amor, que me traz a vontade de te ter, de ser tua, não é mais que a dedicação a ti, que não precisa da união do sangue, mas que exige a união do corpo e da alma.
O meu amor faz-me ver-te como família.
Família com um laço de sangue.
Porque, se hoje sou filha, no dia em que eu tiver de vir a ser mãe, quero que sejas tu o pai.
E esse há-de ser o nosso laço."
P.S.: O "laço de sangue" pode não ser uma expressão literal. Quem se dedica é quem é pai, e esses às vezes, não são biológicos.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
domingo, 14 de abril de 2013
Nós #25
Pouco depois de nos conhecermos, ele disse-me que tinha sempre azar, que nunca nada lhe corria bem.
E eu disse-lhe que a minha sorte havia de ser maior que o azar dele.
E continuo a querer acreditar nisso, mas voltámos a sofrer uma rasteira.
Era suposto quebrarmos a distância por estes dias e finalmente começar a trabalhar para o futuro que planeamos.
Mas a mãe dele teve um problema de saúde. Grave.
E nenhum homem que se preze, deixava a própria mãe assim, sozinha, no estrangeiro.
E novamente voltámos à estaca zero. Sem certezas, sem nada, só com o amor.
Isto já aconteceu há uns bons dias, mas ainda não tinha tido coragem de escrever acerca do assunto.
Ainda não tinha tido a coragem de confessar a mim mesma, quanto mais aos outros, de que não estou bem com isto.
De que me sinto sem chão.
De que vou ter de encontrar mais força para suportar mais tempo sem saber onde ela está.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Nós #24
Sou apaixonada desde que tenho consciência de mim mesma. Amei muita gente, todas de maneira diferente. E, nos raros momentos em que achei que não amei ninguém, amei algo tão simples quanto o som da chuva, o rebentar das ondas, o céu azul e os sonhos transcritos em palavras.
E sei que nunca amei ninguém como o amo a ele. Nunca houve nada nem ninguém que me enchesse a alma como ele o faz. Desde o primeiro dia em que o conheci.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Nós #23
O meu coração bate mais rápido perante a possibilidade de estar quase. De poder ser desta que vez que finalmente vamos conseguir ficar juntos e ter um novo começo feliz.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Nós #22 ou Fevereiro outra vez?
Há já cerca de um mês que não conseguimos falar como deve ser.
Entre reportagens a fazer, um cansaço de morte dos dois lados, uma tempestade que no dia certo atira uma antena abaixo e nos deixa sem rede, doenças e hospitais, os fins-de-semana têm sido de morte.
No fundo, não importa. Faltam duas semanas. Duas míseras semanas para que o trabalho dele chegue ao fim e para alcançar a fase do acerto de contas. Duas semanas para o começo de um novo semestre para mim.
E, se tudo correr bem, duas semanas para podermos começar a alimentar esperanças e finalmente planear o reencontro.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Nós #21 ou votos de um Bom Natal
Por esta altura, há um ano atrás, eu estava praticamente convencida de que aquele era o último Natal que passávamos afastados. Tinha a certeza que as coisas iam correr bem, que ele ia acabar o curso dele, juntar o suficiente para pagar o bilhete de regresso a casa e vencer a batalha da distância.
A verdade é que se passou um ano e isso não aconteceu.
Ele lá está, no quente do Verão e eu aqui estou, longe dele. A data de termino do curso foi adiada duas vezes, mas no fim ele lá conseguiu. É licenciado em Engenharia Mecânica. O dinheiro que ele tinha conseguido poupar para vir teve de ser gasto, a partir do momento em que teve de desistir de trabalhar para ocupar os dias num estágio não remunerado que tinha de acabar para ter nota à última cadeira do curso.
Passaram-se meses sem encontrar trabalho, dentro ou fora da área. Até que veio Novembro e assinou um contracto de 3 meses numa fábrica em que não sobra tempo para algo mais que comer, trabalhar e dormir.
Agora tem duas semanas de descanso, porque é Natal. E toda a gente merece ter o Natal, mesmo que haja imensas profissões em que não se pode parar lá porque há comemorações na noite de 24 de Dezembro e depois durante o dia 25.
Ele está em casa e sei que ao fim da noite me vai telefonar para me deixar um beijinho de bom Natal e ficar um bocado comigo. Mas mesmo assim o Natal sabe-me a vazio. É o meu feriado preferido por poder ter aqueles de quem gosto por perto. E por isso mesmo, este vai ser o terceiro Natal que para mim não vai deixar ser incompleto.
Mas continuo a acreditar com todas as minhas forças que sim, que este é que vai ser o último.
De qualquer modo, tenho a minha família comigo e fico contente por isso. Posso não os ter a todos, mas os mais importantes estão aqui comigo. E espero que, sentindo ou não a falta de alguém junto a vocês nesta noite, tenham um Feliz Natal. Acima de tudo.
A verdade é que se passou um ano e isso não aconteceu.
Ele lá está, no quente do Verão e eu aqui estou, longe dele. A data de termino do curso foi adiada duas vezes, mas no fim ele lá conseguiu. É licenciado em Engenharia Mecânica. O dinheiro que ele tinha conseguido poupar para vir teve de ser gasto, a partir do momento em que teve de desistir de trabalhar para ocupar os dias num estágio não remunerado que tinha de acabar para ter nota à última cadeira do curso.
Passaram-se meses sem encontrar trabalho, dentro ou fora da área. Até que veio Novembro e assinou um contracto de 3 meses numa fábrica em que não sobra tempo para algo mais que comer, trabalhar e dormir.
Agora tem duas semanas de descanso, porque é Natal. E toda a gente merece ter o Natal, mesmo que haja imensas profissões em que não se pode parar lá porque há comemorações na noite de 24 de Dezembro e depois durante o dia 25.
Ele está em casa e sei que ao fim da noite me vai telefonar para me deixar um beijinho de bom Natal e ficar um bocado comigo. Mas mesmo assim o Natal sabe-me a vazio. É o meu feriado preferido por poder ter aqueles de quem gosto por perto. E por isso mesmo, este vai ser o terceiro Natal que para mim não vai deixar ser incompleto.
Mas continuo a acreditar com todas as minhas forças que sim, que este é que vai ser o último.
De qualquer modo, tenho a minha família comigo e fico contente por isso. Posso não os ter a todos, mas os mais importantes estão aqui comigo. E espero que, sentindo ou não a falta de alguém junto a vocês nesta noite, tenham um Feliz Natal. Acima de tudo.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Nós #20
Não sei o que me parte mais o coração...
Se falar com ele só às Sextas e aos Sábados ou se vê-lo derreado como está.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Desabafos nocturnos ou Nós #19
"Era suposto queixar-me a ti.
Contar-te a ti o quão estou rodeada por gente estúpida. Por gente parva. Por gente despreocupada.
Era suposto queixar-me e a seguir confessar que ontem custou-me a adormecer e que, quando finalmente o fiz, era quase de manhã. E a aula das nove da manhã ficou para a semana. E a notícia que era suposto reclamar para mim, vai ter de ser reclamada para a semana. E depois queixavas-te tu de mim, do meu desleixe, dizias-me o habitual 'És sempre a mesma coisa!'.
Era suposto eu dizer-te um qualquer disparate só para te ouvir a rir. Perguntar-te como estás e saber de antemão que a resposta tem qualquer coisa a ver com o sono que sentes. Bombardear-te com mais vinte perguntas idiotas porque é assim que nós somos. Eu pergunto coisas parvas e tu respondes-me, parvo ou não.
Era suposto eu reclamar contigo quando estás a adormecer porque quero mais. Mais um bocadinho contigo. 'Tu nunca estás satisfeita, também!'. Nunca. Quero sempre mais. Quero-te sempre mais.
Agora... Agora espero por ti. Espero ainda mais, que antes já esperava. E quando vens, nunca sei com o que contar.
Não sei se esse sítio feio, que para ti é um trabalho e que para os dois é uma prisão, te vai devolver inteiro ou aos bocados. Sei que te tem devolvido sem réstia de força para nós.
Por isso, não te quero contar o quanto me custa.
Não te quero fazer lembrar do quanto magoa termos de passar por isto, depois de tudo o que já ficou para trás.
Não quero que vejas quão triste fico quando vou à tua procura por um qualquer motivo e depois percebo que não pode ser, que não podes estar lá.
Mas mais que tudo não quero que vejas como me custa a vir dormir sem te ouvir. Não quero que percebas o quanto eu fujo da cama e da hora de me deitar, por saber que não me vais poder dar as boas noites.
Sei que percebes tudo, mas eu não quero. E não quero voltar a quebrar quando vieres."
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Nós #17
Por causa de um trabalho que devia ser básico não consegui aproveitar sequer a nossa meia hora para trocar sms. E a culpa não foi minha. Foi de quem não entende e precisa de justificações.
Apetece-me bater em alguém, só por não ter conseguido dizer um olá e perceber que ele foi-se embora triste.
Estúpidos.
domingo, 25 de novembro de 2012
Nós #16 aka Weekend: Long story told short
Conseguimos finalmente meter a conversa em dia.
Conseguimos finalmente encher um bocadinho o coração em vez de o sentir apertado.
Conseguimos finalmente soltar uma gargalhada juntos.
Conseguimos resistir ao cansaço e matar um pouco da saudade.
Hoje, ele já se vai. Matar-se um pouco mais, muito em parte por mim.
E quase que já se passou um de três meses.
O resto?
Mini-maratona de Ryan Gosling.
Drive, Blue Valentine e Crazy Stupid Love.
Precisava mesmo de relaxar um pouco.
sábado, 24 de novembro de 2012
Nós #15
"I wanna do bad things with you."
Ele diz que esta música é a minha cara.
Que se lembra sempre de mim quando a ouve.
Ou seja, sempre que vai ver o True Blood.
Eu não lhe digo, mas concordo. É mesmo a minha cara.
Ele diz que esta música é a minha cara.
Que se lembra sempre de mim quando a ouve.
Ou seja, sempre que vai ver o True Blood.
Eu não lhe digo, mas concordo. É mesmo a minha cara.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Nós #14
"Há distâncias e distâncias.
Algumas sentem-se mais.
Mesmo que a medida em metros seja igual.
Se antes a sentia, não a sentia como sinto agora.
Antes podia ouvir-te. E tu podias ouvir-me a mim.
Passávamos o dia a trocar sms, como se estivesses já ali na cidade ao lado.
Quase como o resto das nossas famílias.
Conseguia partilhar-me.
Tu conseguias partilhar-te, mesmo sendo reservado.
Sabemos mais um do outro do qualquer outra pessoa.
E se o teu toque, se o teu gesto, se o contacto físico faz tanta falta que doí...
Mais falta faz ainda a ausência de ti num todo.
Podíamos não ter tudo, mas tínhamos algo.
Agora faltam dois meses e meio.
Em que só nos podemos ouvir um ou dois dias por semana.
Em que podemos, mas não aguentamos o cansaço.
Em que ansiamos a hora de parar e trocar duas ou três mensagens.
Dois meses e meio.
Os segundos passam e os ponteiros do relógio magoam-me a cada segundo.
Sei que no fim podemos ter tudo.
O tempo, a atenção, a disposição e, finalmente, o mesmo solo debaixo dos pés, a mesma cama onde dormir."
Se eu lhe pudesse dizer algo longo e se eu o pudesse preocupar, era isto que dizia.
Assim só lhe digo um curto amo-te e conto fugazmente como me magoei ao dar um pontapé na porta do quarto. Sabemos bem que não é a dor física que dá cabo de nós.
Na Sexta falamos.
Algumas sentem-se mais.
Mesmo que a medida em metros seja igual.
Se antes a sentia, não a sentia como sinto agora.
Antes podia ouvir-te. E tu podias ouvir-me a mim.
Passávamos o dia a trocar sms, como se estivesses já ali na cidade ao lado.
Quase como o resto das nossas famílias.
Conseguia partilhar-me.
Tu conseguias partilhar-te, mesmo sendo reservado.
Sabemos mais um do outro do qualquer outra pessoa.
E se o teu toque, se o teu gesto, se o contacto físico faz tanta falta que doí...
Mais falta faz ainda a ausência de ti num todo.
Podíamos não ter tudo, mas tínhamos algo.
Agora faltam dois meses e meio.
Em que só nos podemos ouvir um ou dois dias por semana.
Em que podemos, mas não aguentamos o cansaço.
Em que ansiamos a hora de parar e trocar duas ou três mensagens.
Dois meses e meio.
Os segundos passam e os ponteiros do relógio magoam-me a cada segundo.
Sei que no fim podemos ter tudo.
O tempo, a atenção, a disposição e, finalmente, o mesmo solo debaixo dos pés, a mesma cama onde dormir."
Se eu lhe pudesse dizer algo longo e se eu o pudesse preocupar, era isto que dizia.
Assim só lhe digo um curto amo-te e conto fugazmente como me magoei ao dar um pontapé na porta do quarto. Sabemos bem que não é a dor física que dá cabo de nós.
Na Sexta falamos.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Nós #13
Não quero que ele saiba que gelo com a saudade.
Que sinto o sangue correr mais lento em mim, que me custa a respirar.
Que os dias demora mais a passar e são menos interessantes.
Que os sonhos ficam em stand-by, por não os poder partilhar com ele.
Que me sinto mais cansada, mas descanso menos.
E que a pior parte do meu dia é o momento em que me decido em ir para a cama e novamente percebo que vou ter de adormecer sem o ouvir.
sábado, 10 de novembro de 2012
Nós #11
Nunca pensei ter qualquer espécie de espírito de sacrifício, fosse por quem fosse.
Até que ele apareceu. E pediu-me para esperar.
Continuo à espera. Até vir o nosso dia.
Até acordarmos num sitio só nosso e comermos entre brincadeiras. Sempre foi o nosso espírito.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Nós #10
E hoje vai ser o último dia em que vou dormir sem o ouvir.
Estranho o hábito que ganhamos de adormecer ao telefone, de sussurrar as boas noites como que se segreda ao ouvido. Agora, que ele não o pode fazer, sinto mais a infinidade de quilómetros que separam o nosso cantinho à beira mar do tango de Buenos Aires.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Nós #9
Acordei e tinha uma mensagem de bons dias.
Mais nada. O telemóvel não voltou a tocar. O dia todo.
Ele foi. Ia viajar, arranjou emprego, começava hoje. Não ia poder ligar-me à noite. Mas devia trocar SMS's comigo, como é habitual.
Ninguém sabe como estou preocupada.
Como sinto o coração algures entre as minhas mãos trémulas e a caminho de me sair pela boca.
Entretanto tento agarrar-me à esperança que foi só distracção e que o telemóvel ficou abandonado algures em casa. Pelo menos são entregues.
Mas não deixa de saber como se ele tivesse ido ainda para mais longe.
Mais nada. O telemóvel não voltou a tocar. O dia todo.
Ele foi. Ia viajar, arranjou emprego, começava hoje. Não ia poder ligar-me à noite. Mas devia trocar SMS's comigo, como é habitual.
Ninguém sabe como estou preocupada.
Como sinto o coração algures entre as minhas mãos trémulas e a caminho de me sair pela boca.
Entretanto tento agarrar-me à esperança que foi só distracção e que o telemóvel ficou abandonado algures em casa. Pelo menos são entregues.
Mas não deixa de saber como se ele tivesse ido ainda para mais longe.
domingo, 4 de novembro de 2012
Nós #8
Amanhã vai ser um novo dia. Uma nova fase. Três meses.
Tenho a sensação, que depois disto, é o tudo ou nada. E eu não quero abrir mão do tudo.
Tenho a sensação, que depois disto, é o tudo ou nada. E eu não quero abrir mão do tudo.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Nós #7
Somos com um barco à deriva no mar.
Andamos sem rumo entre tempestades e bonanças, na esperança de um dia atracar num lar.
Ontem a tempestade acalmou. Sabemos que a próxima se aproxima.
Mas entretanto ficamos em águas calmas. E algures em nós, alguém é feliz.
sábado, 27 de outubro de 2012
Nós #6
Estou à espera que a hora mude.
Pode cheirar a Inverno, podem ser dias mais escuros, pode ser o presságio do frio, do stress, dos dias tão curtos que sabem a desperdício de horas.
Mas hoje, vamos ficar uma hora mais perto. E isso pesa mais do que qualquer outro factor.
Sou feliz com esta mudança. Talvez seja a única, mas não importa.
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