segunda-feira, 25 de março de 2013

Sono

Tudo o que me apetece é dormir.
Dormir como se não houvesse amanhã.

E desejar boa noite por uns três ou quatro dias de seguida.

domingo, 24 de março de 2013

Vestígios de um pensamento #17

As pessoas são mais interessantes nalgumas fases da sua vida do que noutras. E os bloggers são pessoas, acho.

sábado, 16 de março de 2013

Do telemóvel acidentado

Já que foi mais que uma pessoa a querer saber do meu telemóvel, dedico um post ao menino querido do meu coração.


Era um Nokia 1616, dos mais básicos que há.
Foi comprado no dia 9 de Novembro de 2011, para substituir de urgência outro telemóvel que morreu afogado (embora em circunstâncias diferentes).

Sei a data porque foi no dia da Latada do meu 2º ano na Covilhã.
Chovia torrencialmente e eu, que andava com dois telemóveis, multibanco e chaves de casa, no casaco do traje não tinha espaço para tudo. Então, os telemóveis andavam presos nas mangas. Só que com a chuva, o tecido afrouxou e deixei cair o bicho numa poça de água. Morreu. Eram cerca das três e meia, quatro horas da tarde, o céu tão carregado de nuvens que quase já parecia noite e o álcool no sangue ajudava a toldar a visão. Eu andava com uma garrafa de bebida na mão, daquelas misturas baratas de vinho e sumo à estudante, quase vazia por sinal.
No fim da Latada pensei ir larga-la a casa e seguir até ao centro comercial para comprar um telemóvel de urgência, já que aquele era o que eu usava para falar com o meu namorado e sabia que pelo menos preocupado ou chateado ele havia de ficar. Às cinco da tarde lá me decido a descer para ir ao centro, mas a meio caminho encontrei um amigo a consolar outra amiga dele e por lá fiquei a ajudar. Sem sitio para me sentar e com os pés a latejar, às tantas chego a estender a capa no chão encharcado para me sentar e, naquela esquina, ficamos até à noite, quando a rapariga se oferece para nos fazer jantar.
Saí de casa dela faltavam dez minutos para as onze e para o centro fechar. Corri para lá, mesmo com os saltos a magoarem-me muito os pés e, estava o homenzinho da loja a puxar a grade para baixo quando eu apareço trajada, encharcada, desgrenhada, desesperada e com os collants todos rotos e quase a implorar digo-lhe "Venda-me o telemóvel mais barato que tiver!".
O homenzinho vendeu-mo e, derreada, debato-me entre esperar o autocarro para ir para casa, subir a cidade a pé, ou descer um bocadinho mais e seguir para a Recepção ao Caloiro. Decidi-me por esperar o autocarro e, na paragem, abri a embalagem do telemóvel, coloquei-lhe o cartão, liguei ao namorado e, como seria de esperar, ouvi um sermão. Foi esta a primeira vez que liguei o meu telemóvel.

Na quinta à noite ele morreu. Afogado, como o antecessor. Caiu na sanita.
Sequei-o com o secador, meti-o em arroz, mas até agora não ligou.
O cartão está vivo, a bateria também, que testei no meu outro telemóvel que, por acaso, usa uma bateria igual. Mas o corpo do bicho insiste em não acordar.

Felizmente não tive de fazer outra corrida em busca de um substituto.
Há pouco mais de um ano, apanhei uma campanha que andava pelas universidades a oferecer telemóveis e decidi-me por chegar atrasada ao trabalho e apanhar um, apesar do interesse ser a migração de tarifário que andavam a fazer, que me ia baixar a mensalidade para cinco euros.
Mas sinto a falta do meu menino. Este até é a cores e tem máquina fotográfica e tem wi-fi e mais qualquer coisa. Mas não dá para ligar uns auriculares e usa-los em chamada, porque eu oiço, mas a pessoa do outro lado não me ouve a mim.

E é nisso que sinto a falta do meu bicho. Que continua a tentar ressuscitar em banho de arroz.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Noite boa ou má?

Ontem afoguei o meu telemóvel sem querer. Tentei recupera-lo e enquanto o bicho levava com ar (frio) do secador, fui à procura de um filme qualquer para ver. Só para passar o tempo.
Acabei por escolher um filme em anime chamado Paprika.


E, afinal, surpreendi-me pela positiva. A meio do filme, esqueci-me do telemóvel e animei-me. É cativante.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Parte-se-me o coração

Nunca tinha lido um segredo que me comovesse tanto, neste caso, que me deixasse tão triste.

Não é ter pena, mas é empatia. Um aperto no coração ao ler os destroços de um sonho, de um homem e de uma família.

P.S.: Eu até vinha para celebrar a vitória hilariante do Benfica, mas depois de ler isto... o Benfica que se lixe.

Escritos

Criei outro blog onde escrevo esporadicamente, bastante diferente deste.

Uso-o quando me surge alguma pequena ideia para uma história ou quando preciso de escrever o que me passa pela cabeça para estruturar o que penso e o que sinto e até agora esteve em privado. Mas não faz muito sentido escrever um blog em privado, para isso resumia-me a documentos word guardados nos confins do meu disco rígido.

Por isso decidi anunciar a existência do DactiloPhonia.
E, provavelmente, esta vai ser a primeira e a última vez de que falo acerca dele aqui.

Não morro sem #3


Encher uma parede de um quarto com escritos meus. E, entre letras, recordar todos aqueles que amo. Principalmente aquele que, desde o inicio, há-de partilhar o quarto comigo.