quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Vestígios de um pensamento #8.1

"Oh Sra. Doutora Judite de Sousa!"
Repetido à exaustão. Com uma ironia tal, que não soa a menos que desrespeito.

Fosse eu, já me tinha levantado e oferecido um par de estalos ao Sr. Doutor Coelhinho.
Já contei que não gosto nada de Srs. Doutores?

Vestígios de um pensamento #8

Tenho cá para mim que é sempre uma demagogia quando se acusa o outro de ser demagogo.
E a mais comum na nossa política, nos dias que correm.

É a acusação mais fácil de ser feita, não só porque desacredita a imagem do suposto demagogo, mas principalmente porque muita gente acha que os demagogos são muito maus, mas nem percebem bem o que é isso de se ser demagogo.

Então, o que é a demagogia?

Diz o Priberam:

demagogia 
(demagogo + -ia
s. f.
1. Preponderância do povo na forma do governo.
2. Abuso da democracia.
3. Dominação tirânica das facções populares.
4. Discurso ou acção que visa manipular as paixões e os sentimentos do eleitorado para conquista fácil de poder político.


Olhem ali na TVI um tirano a acusar o outro de também o ser!

Desabafos nocturnos ou Nós #19

"Era suposto queixar-me a ti.
Contar-te a ti o quão estou rodeada por gente estúpida. Por gente parva. Por gente despreocupada.

Era suposto queixar-me e a seguir confessar que ontem custou-me a adormecer e que, quando finalmente o fiz, era quase de manhã. E a aula das nove da manhã ficou para a semana. E a notícia que era suposto reclamar para mim, vai ter de ser reclamada para a semana. E depois queixavas-te tu de mim, do meu desleixe, dizias-me o habitual 'És sempre a mesma coisa!'.

Era suposto eu dizer-te um qualquer disparate só para te ouvir a rir. Perguntar-te como estás e saber de antemão que a resposta tem qualquer coisa a ver com o sono que sentes. Bombardear-te com mais vinte perguntas idiotas porque é assim que nós somos. Eu pergunto coisas parvas e tu respondes-me, parvo ou não.

Era suposto eu reclamar contigo quando estás a adormecer porque quero mais. Mais um bocadinho contigo. 'Tu nunca estás satisfeita, também!'. Nunca. Quero sempre mais. Quero-te sempre mais.

Agora... Agora espero por ti. Espero ainda mais, que antes já esperava. E quando vens, nunca sei com o que contar.
Não sei se esse sítio feio, que para ti é um trabalho e que para os dois é uma prisão, te vai devolver inteiro ou aos bocados. Sei que te tem devolvido sem réstia de força para nós.

Por isso, não te quero contar o quanto me custa.
Não te quero fazer lembrar do quanto magoa termos de passar por isto, depois de tudo o que já ficou para trás.
Não quero que vejas quão triste fico quando vou à tua procura por um qualquer motivo e depois percebo que não pode ser, que não podes estar lá.

Mas mais que tudo não quero que vejas como me custa a vir dormir sem te ouvir. Não quero que percebas o quanto eu fujo da cama e da hora de me deitar, por saber que não me vais poder dar as boas noites.

Sei que percebes tudo, mas eu não quero. E não quero voltar a quebrar quando vieres."

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Carolina e o exercício #1


Estive a tentar fazer isto com uma das raparigas que mora comigo, a P.
Morremos aos 5 minutos. Tentamos fazer o resto, mas não correu bem.

Declaro, a partir deste momento, situação de emergência. Preciso urgentemente de ficar em forma.

Confissões #22


As pessoas mudam com o que lhes acontece.

Mas não é por ver o lado bom e sentimentalista de alguém desprezível, que a minha opinião sobre essa pessoa muda. O amor que se mostra a alguém não apaga as vezes que se passa por cima dos outros para chegar a objectivo secundário.

Nós #17



Por causa de um trabalho que devia ser básico não consegui aproveitar sequer a nossa meia hora para trocar sms. E a culpa não foi minha. Foi de quem não entende e precisa de justificações.

Apetece-me bater em alguém, só por não ter conseguido dizer um olá e perceber que ele foi-se embora triste.

Estúpidos.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012