Tenho de estar sempre a mexer em qualquer coisa.
Nos últimos anos, quando me aborreço, não posso ter papel à minha frente.
É certo que o começo a rasgar e a fazer barquinhos de papel de todos os tamanhos.
Até me ir embora ou até o papel ficar demasiado pequeno para aproveitar o restinho.
Nunca faço um barco duma folha inteira. Porque assim não posso fazer mais.
Ontem encontrei um barco que fiz na rádio a semana passada, enquanto esperava que o estúdio ficasse vago para poder gravar. Largo-os em todo o lado.
E sei que de vez em quando alguém encontra um e guarda. Talvez seja um vício amável.