sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Noites longas

Cheguei cedo a casa.
Deitei-me e liguei para ele, como habitual.

Normalmente adormeço algures entre palavras. Esta noite não foi assim.

Dei voltas e mais voltas e mais voltas na cama. Ouvi a chuva cessar e voltar. Ouvi-o a acordar e novamente a adormecer. Ouvi o som de televendas vindas de algures.

Seis horas depois adormeci. E duas horas depois tive de acordar.


Hoje estou assim. Boa noite.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Cartas ao amor #1

Fui assolada por uma melancolia chamada saudade.

Por uma vontade súbita de ficar aninhada no sofá contigo, de me refugiar nos teus braços e de sentir-te o aroma, na falta do perfume que quase só serve para enfeitar a tua cómoda.

De te ouvir entre os comentários que só se trocam quando a cumplicidade é grande e o silêncio da tua reserva habitual.

Quando todos à minha volta antecipam pequenas coisas, jantares e noites perdidas, eu antecipo a tua chegada. Penso na falta que me faz o teu apoio, a tua companhia, o teu jeito de expressar respeito com um beijo na testa, a forma como me fazes sentir pequena e ao mesmo tempo tão grande.

Hoje, a minha disposição devia ser de festa. Mas, como todos os dias de festa em que cá não estás, a minha disposição é incerta. De quem tem algo, mas não tem tudo. De quem te tem do outro lado da linha, mas não te pode ter do outro lado da cama.

Faltas-me sempre tu, o teu braço onde me agarrar, o teu abraço e o teu beijo para celebrar.

Vivo para o dia em que chegar a nossa vez. Quero acreditar que já não falta.

Confissões #6

Se há coisa que me irrita são pessoas que metem o nariz onde não são chamadas.

Ainda bem que faziam certas coisas na nossa vida e que tomavam outras opções que não as nossas.
E ainda bem que não somos todos iguais.
E ainda bem que não é tão fácil quanto isso conhecer alguém como deve ser.


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Confissões #5

Se eu escrevesse um diário...


Haveria dias resumidos pela palavra nada.
Haveria dias que preencheriam um só caderno.
Haveria dias de folhas rasgadas.
Haveria dias de folhas molhadas.
Haveria dias de caligrafia imaculada.
Haveria dias quase ilegíveis.

Haveria manhãs como a de hoje, de histórias de amor e cumplicidades. E de uma felicidade extrema.

E haveria de vir o dia em que o relógio parasse. Em que tu chegasses. E em que eu não voltasse a escrever.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Depois da molha que apanhei...

Só me apetece disto.


E disto.


S.O.S. - Pedido expresso de ajuda #1

[Aviso: Vou fazer isto em jeito de carta/pedido velado com muito mel, na esperança de alguma alma caridosa se lembrar de me ajudar. Em caso de pouca paciência, ler somente o último paragrafo. Obrigada.]

Queridos leitores, esporádicos, fieis ou assim assim

Há já algum tempo (tendo em consideração o tempo mínimo que este blog tem de vida) falei de um projecto que estou a desenvolver, de seu nome R.S.N.

Pois bem, começo por levantar um pouco do véu para vos pedir ajuda, como a boa pedinchona que aprendi a ser no meu processo de crescimento, vulgo, adolescência.

Um dos objectivos do R.S.N. vai ser tratar de assuntos controversos ou sem sentido nenhum.
O que eu quero de vós, companheiros blogosféricos, é que compartilhem comigo qualquer assunto presente em blogs, notícias ou qualquer outro conteúdo da web que vos pareça ser um contra-senso (ou contrassenso no novo acordo ortográfico que ainda não encaixou bem em mim, mas que vai ter de encaixar).

Atenciosamente e com muita estima,

A administração do "Só para dizer que sim", que é como quem diz, Carolina.

Para os pouco pacientes: Viram alguma coisa sem sentido na Internet? Notícia, blog ou seja o que for, mandem-me o link, sff. Obrigada.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Dois coelhos numa cajadada só

Bolsa aprovada.

Resumo do dia: crédito aprovado, jornal Expresso à borla e pedido de bolsa de estudo concedido.

Oh Yeah!

Só faltava o meu coelhinho preferido cair da cadeira.